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Diferença Entre Pilates Clássico e Pilates Moderno

Quem criou o Método Pilates?

Antes de entender os diferentes tipos de Pilates, é importante conhecer a origem do método e seu criador: Joseph Humbertus Pilates (1883–1967).

Joseph Pilates foi um alemão que, desde a infância, enfrentou diversos problemas de saúde, como febre reumática, asma e raquitismo. Diante desse cenário, dedicou sua vida ao estudo do corpo humano e ao desenvolvimento de técnicas que pudessem fortalecer o organismo e melhorar a qualidade de vida.

Durante a Primeira Guerra Mundial, enquanto vivia na Inglaterra, foi considerado inimigo estrangeiro por sua nacionalidade e acabou sendo levado para um campo de internamento. Nesse período, passou a ensinar exercícios físicos aos demais internos.

Em 1918, durante uma epidemia de influenza que afetou milhares de pessoas, relatos indicam que os praticantes de seus exercícios se mantiveram mais saudáveis, o que contribuiu para o reconhecimento de seu trabalho.

Ainda durante esse período, trabalhou em um hospital, onde começou a utilizar molas de camas para auxiliar na reabilitação de pacientes acamados. Esse conceito deu origem, posteriormente, a equipamentos clássicos do método, como o Cadillac.

Após a guerra, retornou à Alemanha, onde atuou com treinamento físico e defesa pessoal. Em 1926, aos 46 anos, decidiu emigrar para os Estados Unidos. Durante a viagem, conheceu Clara, enfermeira que se tornaria sua esposa e grande parceira no desenvolvimento e ensino do método.

Já em Nova York, Joseph Pilates fundou seu estúdio, localizado na 8ª Avenida, próximo ao New York City Ballet. Seu trabalho ganhou destaque principalmente entre bailarinos, que buscavam reabilitação de lesões e melhora de desempenho físico.

Ao longo dos anos, o método se expandiu e passou a ser praticado em diversas partes do mundo.

Sua primeira obra, “Your Health” (1934), abordava temas como saúde, qualidade de vida e a importância do exercício físico na prevenção e reabilitação.

É importante destacar que Joseph Pilates não possuía formação acadêmica formal em áreas como fisioterapia ou educação física. Ainda assim, era um estudioso dedicado, e desenvolveu seu método com base na observação, prática e aprofundamento contínuo sobre o movimento humano.

Joseph Pilates dedicou sua vida ao aperfeiçoamento de seu método até seu falecimento, em 1967, deixando um legado que segue sendo aplicado e estudado até os dias atuais.

Hoje em Dia contamos com dois tipos de Pilates:

MODERNO OU CLÁSSICO

O que muda?

MODERNO

  1. Quantidade de estúdios
    A maior parte dos estúdios encontrados em bairros e academias segue a linha do Pilates moderno, sendo hoje a abordagem mais difundida no mercado.

  2. Capacitação profissional
    Um dos pontos mais variáveis do Pilates moderno é a formação profissional. Existe uma grande oferta de cursos com diferentes cargas horárias e níveis de profundidade. É possível encontrar desde formações rápidas, com curta duração e pouca prática supervisionada, até cursos mais completos. Essa variação impacta diretamente na qualidade e condução das aulas.

  3. Valor dos aparelhos e ergonomia
    Os equipamentos do Pilates moderno costumam ter custo mais acessível quando comparados aos aparelhos originais do método. Além disso, não há um padrão único de fabricação — cada empresa pode produzir equipamentos com diferentes dimensões, estruturas e tensões de molas, o que influencia na experiência e execução dos exercícios.

  4. Valor das aulas
    De modo geral, as aulas tendem a ter valores mais acessíveis, refletindo o menor custo de equipamentos e, em alguns casos, o menor tempo de formação exigido.

  5. Nome dos exercícios
    Não há uma padronização rígida na nomenclatura dos exercícios. Muitos são adaptados, modificados ou criados, e frequentemente descritos com base no movimento ou nos grupos musculares envolvidos. Por isso, é comum que os nomes tradicionais não sejam utilizados ou sejam traduzidos.

  6. Respiração
    A respiração recebe bastante ênfase durante a prática, sendo frequentemente integrada aos movimentos. No entanto, a forma de aplicação pode variar entre profissionais e nem sempre corresponde a padrões utilizados em atividades do dia a dia.

  7. Como são as aulas?
    No Pilates moderno, não há uma sequência fixa a ser seguida. As aulas são mais flexíveis e podem variar bastante, permitindo que o professor adapte, modifique ou desenvolva exercícios de acordo com seus conhecimentos, objetivos e necessidades individuais do aluno.
    Essa abordagem valoriza a criatividade, a funcionalidade do movimento e, muitas vezes, a integração com outras técnicas.

  8. Estrutura da aula :
    As aulas não seguem uma sequência fixa, podendo variar de acordo com o planejamento do professor e os objetivos de cada aluno. É comum a utilização de acessórios como bolas, faixas elásticas, rolos e outros recursos não originais do método, ampliando as possibilidades de adaptação e variação dos exercícios.
    Além disso, é possível que alunos realizem exercícios diferentes simultaneamente, inclusive em aparelhos distintos, e o número de alunos por aula tende a ser maior, Acima de 3 alunos por aula.

  9. Dinâmica em Grupo
    No Pilates moderno, é comum que os alunos realizem exercícios diferentes dentro de uma mesma aula, (em um grupo cada aluno faz um exercício em um aparelho diferente ) de acordo com a proposta do professor.
    Não há, necessariamente, uma sequência única sendo seguida pelo grupo, podendo haver variações simultâneas de exercícios, aparelhos e níveis de execução entre os alunos.
    Essa dinâmica exige que o professor conduza diferentes propostas ao mesmo tempo, o que pode influenciar na forma de acompanhamento ( que dá mais liberdade para o aluno e menos atenção do professor ).A aula acaba rendendo menos e não há como ter uma atenção mais exclusiva do professor, por este motivo há menos correções durante a aula.

CLÁSSICO

O que muda?

 

  1. Quantidade de estúdios
    O Pilates clássico é menos comum no mercado. Em comparação com a grande oferta de estúdios, apenas uma pequena parcela segue fielmente a metodologia original, sendo mais frequente encontrar poucos ou até nenhum  estúdio clássico em determinadas regiões.

  2. Capacitação profissional
    A formação em Pilates clássico é extensa e exige dedicação. O profissional passa por meses — e, em alguns casos, anos — de treinamento, incluindo prática supervisionada, estágios e avaliações.
    O objetivo é garantir a compreensão profunda e a aplicação fiel do método original.

  3. Valor dos aparelhos e ergonomia
    Os equipamentos clássicos são desenvolvidos com base nas medidas, proporções e funcionamento dos aparelhos originais. Essa padronização garante maior precisão na execução dos exercícios.
    Por esse motivo, o investimento em equipamentos clássicos é mais elevado. Em contrapartida, eles foram projetados especificamente para o método, o que favorece a aplicação dos exercícios conforme idealizados.
    É possível realizar exercícios clássicos em equipamentos modernos, porém isso pode exigir adaptações para aproximar a execução das características originais.

  4. Valor das aulas
    As aulas na linha clássica tendem a ter um valor mais elevado, refletindo o custo dos equipamentos, o nível de especialização e o tempo de formação do profissional.
    Trata-se de um investimento em um método estruturado, com foco em qualidade, segurança e progressão consistente.

  5. Nome dos exercícios
    Os exercícios possuem nomes definidos e padronizados, utilizados internacionalmente em seu idioma original (inglês).
    Essa uniformidade preserva a identidade do método e facilita a comunicação entre profissionais no mundo todo.

  6. Respiração
    A respiração no Pilates clássico é natural, profunda e integrada ao corpo.
    Existem exercícios específicos voltados para o trabalho respiratório, nos quais a respiração é direcionada de forma mais precisa.
    De modo geral, busca-se uma respiração eficiente e orgânica, sem a necessidade de sincronização rígida com todos os movimentos.

  7. Como são as aulas :
    As aulas no Pilates clássico seguem uma ordem lógica e progressiva de exercícios, baseada no repertório original do método.
    Existe uma sequência estruturada, que organiza o corpo de forma inteligente ao longo da prática.
    Os exercícios podem ser adaptados conforme o nível e as necessidades do aluno, porém a essência e a lógica do método são preservadas, garantindo evolução consistente e resultados mais precisos.

  8. ​Estrutura da aula
    As aulas seguem uma sequência pré-definida, com progressões claras dentro do repertório clássico. Cada exercício prepara o corpo para o próximo, respeitando a construção do método.
    Geralmente, os alunos acompanham uma mesma linha de trabalho, com ajustes individuais quando necessário, mantendo a organização da aula.
    O número de alunos por horário tende a ser reduzido, permitindo maior atenção, correção e acompanhamento por parte do professor.

  9. Dinâmica em Grupo
    Nas aulas em grupo do Pilates clássico, os alunos seguem uma mesma sequência de exercícios, respeitando a estrutura original do método.
    Isso não significa que todos executam da mesma forma, mas sim que cada aluno realiza os exercícios dentro do seu nível, com adaptações, variações e progressões individuais.
    Essa organização torna a aula mais fluida e eficiente, permitindo um melhor aproveitamento do tempo. Além disso, facilita a observação por parte do professor, que consegue acompanhar com mais precisão a execução de cada aluno, garantindo correções mais assertivas, segurança e evolução consistente.
    Na aula de Pilates Clássico o professor fica sempre ao lado do aluno , corrigindo e refinando a execução do exercício para que ele seja executado da maneira correta e segura.

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